A Trajetória dos Últimos 10 Técnicos da Seleção Brasileira

Comandar a Seleção Brasileira é um desafio para poucos, e a pressão por resultados é constante. Mas você sabe como foi a passagem de cada um dos últimos 10 treinadores que estiveram à frente da amarelinha? Como chegaram ao cargo? Qual foi o desempenho de cada um e por que deixaram a seleção? É o que vamos descobrir neste artigo.

1. Vanderlei Luxemburgo (1998-2000)

A Chegada: Vanderlei Luxemburgo chegou à Seleção Brasileira em 1998, após a saída de Zagallo. Ele já possuía um currículo vitorioso em clubes, com destaque para dois Campeonatos Brasileiros pelo Palmeiras e um Rio-São Paulo pelo Santos. Sua boa campanha no Brasileirão de 98 com o Corinthians também contribuiu para sua nomeação.

O Retrospecto: Em sua passagem pela seleção, Luxemburgo comandou o Brasil em 34 jogos, obtendo 22 vitórias, 7 empates e 5 derrotas, com um aproveitamento de 71,5%. Conquistou a Copa América de 1999.

A Demissão: Apesar do título da Copa América, a passagem de Luxemburgo foi marcada por eliminações na final da Copa das Confederações de 1999 e na primeira fase das Olimpíadas de 2000, além de um desempenho irregular nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002. Polêmicas extracampo também contribuíram para sua demissão em setembro de 2000.

2. Emerson Leão (2000-2001)

A Chegada: Emerson Leão assumiu o comando da Seleção Brasileira em 2000, após um bom trabalho no Sport, onde conquistou o Campeonato Pernambucano e realizava uma campanha destacada no Brasileirão. Sua experiência como goleiro da seleção em Copas do Mundo também pesou em sua contratação.

O Retrospecto: Leão teve uma passagem curta e com baixo aproveitamento pela seleção, comandando a equipe em apenas 11 jogos, com 4 vitórias, 4 empates e 3 derrotas (48% de aproveitamento). Não conquistou títulos.

A Demissão: A pressão sobre Leão começou logo no primeiro jogo. A eliminação na fase de grupos e a derrota para a Austrália na disputa do terceiro lugar da Copa das Confederações de 2001 foram determinantes para sua demissão, que ocorreu logo após o retorno da delegação ao Brasil.

3. Luiz Felipe Scolari (Felipão) – Primeira Passagem (2001-2002)

A Chegada: Com a Copa do Mundo de 2002 se aproximando, a CBF apostou na experiência e no currículo vitorioso de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, em junho de 2001. Felipão já havia conquistado diversos títulos importantes, como a Libertadores pelo Grêmio e pelo Palmeiras.

O Retrospecto: A passagem de Felipão foi um sucesso absoluto. Em 25 jogos, o Brasil obteve 18 vitórias, 1 empate e 6 derrotas, com um aproveitamento de 73,3%. A maior conquista foi o pentacampeonato mundial na Copa do Mundo de 2002.

A Saída: Após a conquista do penta, Felipão optou por não renovar seu contrato, manifestando o desejo de treinar alguma equipe ou seleção europeia. Ele se despediu da seleção após um amistoso em agosto de 2002.

4. Carlos Alberto Parreira – Segunda Passagem (2003-2006)

A Chegada: Para o ciclo da Copa do Mundo de 2006, a CBF trouxe de volta um nome conhecido e vitorioso: Carlos Alberto Parreira, técnico campeão do mundo em 1994. Zagallo também retornou para auxiliar Parreira, repetindo a parceria do tetra.

O Retrospecto: Em sua segunda passagem, Parreira comandou a seleção em 53 jogos, com 29 vitórias, 17 empates e 7 derrotas, alcançando um aproveitamento de 65,4%. Conquistou a Copa América de 2004 e a Copa das Confederações de 2005.

A Saída: Apesar dos títulos conquistados na preparação, a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2006 para a França, com uma atuação abaixo do esperado, levou Parreira e a CBF a um consenso de não continuidade do trabalho.

5. Dunga – Primeira Passagem (2006-2010)

A Chegada: A CBF surpreendeu a muitos ao anunciar Dunga, capitão da seleção campeã em 1994, como o novo técnico em julho de 2006. Dunga nunca havia trabalhado como treinador profissional antes, sendo uma aposta da diretoria.

O Retrospecto: A primeira passagem de Dunga foi marcada por um bom aproveitamento: 42 vitórias, 12 empates e 6 derrotas em 60 jogos, totalizando 76,7%. Conquistou a Copa América de 2007 e a Copa das Confederações de 2009.

A Demissão: Apesar dos bons resultados e dos títulos conquistados, a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010 para a Holanda levou à demissão de Dunga. A derrota em um momento crucial da competição pesou contra sua permanência.

6. Mano Menezes (2010-2012)

A Chegada: Após a saída de Dunga, a CBF buscou um nome novo para comandar a seleção no ciclo da Copa do Mundo de 2014, sediada no Brasil. Mano Menezes foi anunciado em julho de 2010, após trabalhos de destaque no Grêmio e no Corinthians, onde conquistou títulos e levou os clubes de volta ao topo.

O Retrospecto: Mano Menezes comandou a seleção em 33 jogos, com 21 vitórias, 6 empates e 6 derrotas, obtendo um aproveitamento de 69,6%. Não conquistou títulos importantes com a seleção principal, apenas a medalha de prata nas Olimpíadas de 2012.

A Demissão: A passagem de Mano Menezes foi marcada por eliminações na Copa América de 2011 e na final das Olimpíadas de 2012, além de críticas sobre a falta de um estilo de jogo definido para a Copa do Mundo. Ele foi demitido de forma inesperada em novembro de 2012.

7. Luiz Felipe Scolari (Felipão) – Segunda Passagem (2012-2014)

A Chegada: Em novembro de 2012, a CBF trouxe de volta Luiz Felipe Scolari para comandar a seleção na Copa do Mundo de 2014. Felipão retornava após passagens por Portugal, Chelsea e Palmeiras, com a missão de conquistar o hexacampeonato em casa.

O Retrospecto: Em sua segunda passagem, Felipão teve um aproveitamento de 72,4%, com 19 vitórias, 6 empates e 4 derrotas em 29 jogos. Conquistou a Copa das Confederações de 2013, gerando grande expectativa para a Copa do Mundo.

A Demissão: A campanha na Copa do Mundo de 2014 terminou de forma desastrosa para o Brasil, com a histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal e a derrota por 3 a 0 para a Holanda na disputa do terceiro lugar. Após o Mundial, Felipão foi demitido.

8. Dunga – Segunda Passagem (2014-2016)

A Chegada: Quatro anos após sua primeira demissão, Dunga foi novamente anunciado como técnico da Seleção Brasileira em julho de 2014, com a missão de reconstruir a equipe após o trauma da Copa do Mundo.

O Retrospecto: Em sua segunda passagem, Dunga teve um aproveitamento de 63,8%, com 17 vitórias, 4 empates e 7 derrotas em 28 jogos oficiais. Em amistosos, teve 100% de aproveitamento em 10 jogos. Conquistou a Copa América de 2015.

A Demissão: Apesar de um bom início em amistosos, a seleção sob o comando de Dunga foi eliminada nos pênaltis na Copa América de 2015 e teve um desempenho ruim nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. A eliminação precoce na Copa América Centenário de 2016 culminou em sua demissão.

9. Tite (2016-2022)

A Chegada: Tite assumiu o comando da Seleção Brasileira em junho de 2016, com a missão de tirar o Brasil da crise e garantir a classificação para a Copa do Mundo de 2018. Ele chegou com um currículo vitorioso em clubes, incluindo a Libertadores e o Mundial pelo Corinthians.

O Retrospecto: Tite teve uma passagem longa e com um aproveitamento geral de 80,2%, com 60 vitórias, 15 empates e 7 derrotas em 82 jogos. Conquistou a Copa América de 2019 e liderou a seleção com a melhor campanha da história nas Eliminatórias para a Copa de 2022.

A Saída: Apesar do bom desempenho geral e da classificação tranquila para as Copas do Mundo, o Brasil foi eliminado nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018 e de 2022. Tite já havia anunciado que deixaria o cargo após o Mundial do Qatar, e sua saída foi oficializada após a eliminação para a Croácia nos pênaltis.

10. Interinos: Ramon Menezes e Fernando Diniz (2023)

A Chegada: Após a saída de Tite, a CBF iniciou conversas com Carlo Ancelotti, mas enquanto o técnico italiano não chegava, a seleção foi comandada por dois interinos em 2023. Ramon Menezes assumiu inicialmente para amistosos, seguido por Fernando Diniz, que conciliou o cargo com o trabalho no Fluminense.

O Retrospecto:

  • Ramon Menezes: 1 vitória e 2 derrotas em 3 jogos (33,3% de aproveitamento).
  • Fernando Diniz: 2 vitórias, 1 empate e 3 derrotas em 6 jogos (38,8% de aproveitamento).

A Saída: Ramon Menezes foi substituído após um desempenho ruim em amistosos. Fernando Diniz foi demitido após a confirmação de que Carlo Ancelotti não assumiria a seleção, deixando o Brasil em uma situação delicada nas Eliminatórias para a Copa de 2026.

11. Dorival Júnior (2024 - Presente)

A Chegada: Em 2024, Dorival Júnior foi anunciado como o novo técnico da Seleção Brasileira. Ele chegou com um currículo vitorioso em clubes, incluindo títulos da Libertadores e da Copa do Brasil por Flamengo e São Paulo.

O Retrospecto: Dorival Júnior teve um início promissor, com vitórias sobre a Inglaterra em Wembley e um empate emocionante contra a Espanha em Madri. Seu trabalho ainda está em andamento.

A Saída: (Ainda não houve saída)

Conclusão: Uma Busca Constante pelo Sucesso

A história recente dos técnicos da Seleção Brasileira reflete a alta exigência e a busca incessante por resultados. De nomes consagrados a apostas, cada treinador teve sua trajetória marcada por momentos de glória e frustração. A missão de conquistar o hexacampeonato continua sendo o grande objetivo, e a chegada de Dorival Júnior reacende a esperança da torcida brasileira. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A História do FC Barcelona: De Time da Cidade a Gigante Global

Do Auge ao Abismo: Relembre os Piores Desempenhos na História Recente da Champions League

A Chama da Rivalidade: As Maiores Batalhas do Futebol em Cada Canto do Mundo